quarta-feira, 6 de julho de 2011

Tecnologia de percepção facial torna mais real interação entre homens e robôs
Softwares estão sendo criados para reagir de forma mais natural, reconhecendo até mesmo emoções como a felicidade

Mapeamento facial é apresentado durante a Summer Science Exhibition 2011, em Londres
Pesquisadores da Queen Mary University of London, no Reino Unido, estão desenvolvendo novos métodos para estudar a percepção facial que podem levar à criação de novos softwares e robôs capazes de interagir com seres humanos de forma mais natural.
O cérebro processa várias pistas pequenas e sutis sobre faces sempre que as pessoas interagem umas com as outras. A equipe de pesquisa, liderada por Peter McOwan, está investigando se os robôs e computadores podem aprender a fazer a mesma coisa. O trabalho está sendo apresentado na Royal Society Summer Exhibition 2011, que começou nessa terça-feira (05) em Londres, na Inglaterra.
O visitante pode ver como o cérebro entende faces, a aparência do próprio rosto quando muda de gênero, como ocorre a transferência de movimentos do rosto de uma pessoa para outra e conhecer sistemas de visão computacional capazes de reconhecer expressões faciais.
O projeto visa criar robôs companheiros socialmente conscientes cujo sistema de visão computacional possa até mesmo de detectar sorrisos. “Se pudermos entender como segmentamos o movimento facial em ações elementares e descobrir como essas ações variam entre as pessoas, isso vai ajudar os cientistas a criar robôs mais aceitáveis para as pessoas como canais de comunicação”, disse McOwan.
"Os robôs vão cada vez mais fazem parte de nossas vidas diárias como, por exemplo, auxílios robóticos em hospitais ou máquinas para serviços domésticos. Nossa pesquisa tem como objetivo desenvolver softwares, com base na biologia, que permitirão que robôs interajam com seres humanos da forma mais natural possível - entendendo aquilo que encaramos como espaço pessoal ou reagindo a uma emoção evidente, como a felicidade", acrescentou.
"Estamos usando a tecnologia para descobrir como as pessoas imitam expressões faciais, o que é muito importante para a harmonia e cooperação, e porque as pessoas são melhores em reconhecer os seus próprios movimentos faciais do que os de seus amigos" , explicou a co-pesquisadora Cecilia Heyes.
                                      
Mapeamento facial é apresentado durante a Summer Science Exhibition 2011, em Londres

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